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Estudo traça perfil de desenvolvimento de 46 mil crianças das creches do Rio de Janeiro

Estudo traça perfil de desenvolvimento de 46 mil crianças das creches do Rio de Janeiro

 A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e a Prefeitura do Rio de Janeiro , por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizaram um estudo inédito para avaliar o desenvolvimento das crianças matriculadas nas creches da rede municipal. O resultado do levantamento apresentado nesta segunda-feira (15/8) pelo secretário de ações estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, às diretoras das 462 creches municipais e conveniadas do Rio de Janeiro, revelou que 74% das 46 mil crianças avaliadas alcançaram o nível de desenvolvimento desejável para a idade delas. Clique aqui para ver a apresentação.

 A partir desse primeiro estudo, realizado em 2010, além do acompanhamento do desenvolvimento das crianças, a qualidade e a eficácia dos serviços oferecidos no atendimento à Primeira Infância nas creches municipais também passam a ser monitorados e avaliados a cada ano, inclusive com a produção de uma série histórica. As crianças atendidas na Pré-Escola também passarão a ser acompanhadas a partir deste ano.

 Segundo Paes de Barros, o levantamento domonstra que dos três aos cinco anos de idade, as crianças avaliadas apresentaram um nível de desenvolvimento muito semelhante à média verificada nos Estados Unidos, enquanto que entre as crianças com idade inferior os brasileiros ficaram em desvantagem. Em um ano letivo estima-se um aumento de 7 pontos percentuais na quantidade de crianças com desenvolvimento dentro do esperado. “Isso mostra que estamos somando valor ao desenvolvimento infantil por meio do serviço das creches”, pontua Paes de Barros.

 O estudo avaliou o desenvolvimento das crianças em cinco aspectos: Motora Fina, Motora Ampla, Comunicação, Resolução de Problemas e Pessoal e Social.  Entre esses aspectos, foi verificada uma maior deficiência das crianças na coordenação motora fina – capacidade de usar de forma eficiente e precisa os músculos, produzindo movimentos delicados, como recortar, lançar em um alvo, costurar, escrever, tocar bateria, etc. – e na solução de problemas. Entre os avaliados, 68% apresentaram uma coordenação motora fina satisfatória, enquanto 69% corresponderam as expectivas quanto à solução de problemas, ambos abaixo da média municipal.

 Para a secretária municipal de educação, Cláudia Costin, o objetivo do trabalho é subsidiar o aprimoramento dos serviços das creches e das políticas para a infância. “Queremos trabalhar com dados concretos e boas práticas. E esse estudo nos deu embasamento para agir de maneira melhor com os nossos bebês para que eles tenham, de fato, um desenvolvimento pleno na pré-escola e no ensino fundamental”, afirmou.

Acordo – Na ocasião, o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Moreira Franco, e a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, firmaram acordo para a formulação de políticas públicas voltadas para a primeira infância do município.O termo, que inclui ações nas áreas de saúde, educação e assistência social, também foi assinado pelo presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), Ricardo Manuel Henriques, e pelo secretário municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann. A experiência no Rio de Janeiro vai servir de base para uma proposta de política nacional para a primeira infância, que está sendo debatida pela SAE.

 

 OS RESULTADOS

CRECHES AVALIADAS: 462

CRECHES PREDOMINANTEMENTE BERÇÁRIO: 152

CRECHES PREDOMINANTEMENTE MATERNAL: 173

CRECHES COM ATENDIMENTO EM BERÇÁRIO E EM MATERNAL: 137

REDE (creches públicas e conveniadas) – 74% das crianças avaliadas alcançaram o nível de desenvolvimento desejável para a idade delas.

CRECHES  MUNICIPAIS – 73%

CRECHES CONVENIADAS – 75%

CRECHES COM ATENDIMENTO PREDOMINANTEMENTE BERÇÁRIO: 75%CRECHES

COM ATENDIMENTO BERÇÁRIO E MATERNAL: 72%

CRECHES COM ATENDIMENTO PREDOMINANTEMENTE MATERNAL: 73%

 As 05 melhores creches por faixa de avaliação Predominantemente Berçário

10ª CRE – Centro de Integração Social Isabel Maria de Nova Sepetiba – Nova Sepetiba

07ª CRE – Creche Municipal Nova Esperança – Freguesia        

02ª CRE  – São João Batista da Lagoa – Botafogo   

02ª CRE  - Grupo Comunitário Creche Tia Maura – São Conrado         

08ª CRE –  Escola Comunitária Casinha da Emilia – Magalhães Bastos

Berçário e Maternal

01ª Creche Municipal Vovó Lucíola – Mangueira

05ª Creche Municipal  Manoel da Rocha Aprisco – Cascadura

09ª Creche Municipal Esperança da Vila São Jorge – Cosmos    

 03ª Creche Municipal Renascer – Del Castilho

09ª Creche Municipal Marcelo Cardoso Tomé – Inhoaíba/Campo Grande

Predominantemente Maternal

02ª Creche Municipal Nova Divinéia – Grajaú

01ª Creche  EM Antonio Raposo Tavares – Gamboa

04ª Creche Municipal Nova Holanda – Complexo da Maré

07ª Creche Municipal Jardim do Amanhã – Cidade de Deus

09ª Creche Municipal Vera Pacheco Jordão – Campo Grande 

As 10 Melhores creches por Coordenadoria Regional de Educação (CRE)

1º CRE – C.M. Antonio Raposo Tavares – Gamboa

2ª CRE – Creche Municipal Nova Divinéia – Grajaú

3ªCRE  – Creche Lar da Criança Jesus Bom Pastor – Inhaúma

4ª CRE – Creche Municipal Nova Holanda – Complexo da Maré

5ª CRE – Creche Municipal Sempre Vida Palmeirinha – Honório Gurgel

6ª CRE – Creche Municipal Major Celestino R. dos Santos – Irajá

7ª CRE – Creche  Municipal Nova Esperança – Freguesia

8ª CRE – Esc Com Casinha Da Emilia – Magalhães Bastos

9ª CRE – Creche Municipal Vera Pacheco Jordão – Campo Grande

10ª CRE – Centro de Integração Social Isabel Maria de Nova Sepetiba – Nova Sepetiba 

LEGENDAS

Creche predominantemente Berçário: unidades nas quais mais de 2/3 (>67%) das matrículas estavam no berçário I ou II;Creche predominantemente Maternal: unidades nas quais mais de 2/3 (>67%) das matrículas estavam no maternal I ou II;Creches com atendimento em Berçário e em Maternal: unidades que possuem uma distribuição balanceada das matrículas entre berçário e maternal.


publicado 16/08/2011 9:26 notícia