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Ministro da Pesca e Aquicultura apresenta plano de desenvolvimento para o setor

Ministro da Pesca e Aquicultura apresenta plano de desenvolvimento para o setor

Elevar a produção pesqueira em 40% e o consumo de pescados por habitante de 7 para 9 quilos são as metas para 2011, segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, apresentadas hoje durante palestra na Secretaria de Assuntos Estratégicos.

A produção deverá subir dos atuais 1 milhão de toneladas para 1,4 milhões, o que deverá aumentar os postos de trabalho tanto da pesca artesanal como da pesca oceânica. A atividade pesqueira no Brasil oferece 3,5 milhões de empregos e rende R$ 5 milhões de Produto Interno Bruto.

O ciclo de palestras subsidia os técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para a formulação de um projeto de desenvolvimento para 2022.

“Essa é uma área muito importante socialmente e passa a ter uma importância cada vez maior na área econômica. A aquicultura corresponde em torno de 5% da produção de carnes no Brasil. É um número bastante significativo. Se considerarmos a quantidade de pessoas diretamente envolvidas na produção, superamos 2,5 milhões a 3 milhões de pessoas”, explica Gregolin. 

De acordo com o ministro, a visão da pasta para o longo prazo reconhece a importância de o país ter uma estratégia de desenvolvimento econômico e social para a atividade pesqueira, tanto para a pesca artesanal, como para a pesca oceânica.

“A pesca artesanal tem em torno de 3 milhões de pessoas que dependem desta atividade. No Nordeste e no Norte, onde há um maior contingente, a sobrevivência da família está diretamente ligada à atividade pesqueira. Ela é um fator de segurança alimentar para os nossos pescadores”, ressalta.

Ao comparar a criação de gado com os pescados, o ministro destacou que, além de mais sustentável, a pesca também é mais rentável do que a produção bovina. “Em um hectare de boi você tem uma renda de R$ 400 a mil reais por hectare ao ano. E em tanques você tem em torno de R$ 8 mil”, afirma.

Para alcançar a meta apresentada, o Ministério seguirá algumas ações estratégicas, como a consolidação de uma política de Estado sobre a pesca, criação de linhas de crédito, incentivo à atividade sustentável e à inclusão social, estruturação da cadeia produtiva, fortalecimento do mercado interno e organização do setor.

Entre os principais problemas enfrentados, Gregolin citou a dificuldade de gerenciamento por parte dos produtores, os empecilhos que dificultam a fiscalização e o licenciamento ambiental.

O Ministério Aquicultura e Pesca possui atualmente cinco programas que se desdobram em 27 ações de governo. Entre eles estão o programa de Gestão da Política Pesqueira e Aquícola, Desenvolvimento Sustentável da Pesca, Desenvolvimento Sustentável da Aqüicultura, Gestão Estratégica à Informação Pesqueira e Aquícola e a Política de Infraestrutura Aquícola e Pesqueira.


publicado 08/04/2010 12:34 notícia