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Brasília,

Rio -  Com déficit de quase 8 milhões de moradias, o País tem necessidade imediata de buscar a solução que permita atender a tal demanda. Essa quantidade de habitações a ser construída equivale a quase 15% do total de unidades existentes no território nacional (54,8 milhões).

A maior demanda por habitação está concentrada entre as famílias com renda inferior a dois salários mínimos (R$ 1.244). Hoje essas famílias representam 83% da necessidade habitacional no Brasil. Mesmo com todo o empenho dos governos federal, estaduais e municipais, as ações não estão sendo suficientes para modificar este cenário.

A situação fica ainda mais difícil quando levamos em conta as projeções do IBGE: em 2050, o Brasil chegará a um déficit de 30 milhões de moradias. Para zerar o déficit habitacional, seriam necessários investimentos de R$ 160 bilhões.

Embora existam financiamentos para programas habitacionais, as famílias de baixa renda — exatamente aquelas que hoje demandam mais residências — apontam dificuldades de acesso às variadas linhas de crédito para a construção da sua casa própria. Esse fato merece cuidadosa análise por parte dos agentes do sistema financeiro nacional e mesmo do Banco Central.

O aprimoramento das políticas habitacionais pode contribuir para a redução desse déficit de moradias. Esse processo certamente terá impactos consideráveis no crescimento da construção civil brasileira, gerando mais empregos, mais renda e mais oportunidades de negócios nos próximos anos.

Moreira Franco é ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República




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