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Brasília,

Os investimentos na primeira infância são um importante fator para a redução da pobreza de um país, disse hoje (14/02), a consultora sênior da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gaby Fujimoto, durante reunião promovida pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Gaby apresentou um panorama sobre as principais experiências mundiais, no que se refere à formulação de políticas públicas, a um grupo de especialistas na área, técnicos e autoridades do governo, formado por cerca de 60 pessoas.

O objetivo da reunião foi debater e discutir as melhores práticas adotadas tanto no ambiente internacional, como no nacional, por meio de iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais.

“Os incentivos à primeira infância e aos programas de desenvolvimento nos ajudam a sair de uma situação de pobreza. Isso terá importantes reflexos na economia de um país”, disse.

Entre os diversos critérios adotados em programas internacionais voltados para a primeira infância, a especialista destacou a necessidade de desenvolver uma política nacional que seja integrada nos três níveis da federação.

O desenvolvimento de um programa de atenção integral ao desenvolvimento da criança, o fortalecimento das instituições federais, estaduais e municipais responsáveis pela gestão dos programas, a definição de regras claras, os investimentos em qualificação profissional e a melhoria das condições de trabalho também foram defendidos por Gaby.

Gaby Fujimoto ressaltou ainda alguns elementos, que segundo ela são considerados pela OEA e por outras instituições envolvidas com o tema, como importantes para o sucesso do desenvolvimento de programas.

“É preciso haver financiamento e as parcerias público-privado são importantes. Além disso, o respeito às características e referências de cada região também deve ser levado em conta. É necessário combinar estratégias respeitando as necessidades da criança”.

O subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros destacou que o Brasil é um país rico em termos de políticas públicas voltadas para a primeira infância e o grande desafio é promover a integração das iniciativas existentes.

“Para consolidar, coordenar e integrar as nossas políticas é importante saber o que o mundo está fazendo. Desta forma podemos agregar ideias. No Brasil também temos vários estados, municípios e organizações da sociedade civil que estão desenvolvendo, há algum tempo, ações que podem ser nacionalizadas”, afirmou Paes de Barros.

A discussão também contou com a participação do deputado Osmar Terra (PMDB/RS), que é coordenador da Frente Parlamentar da Primeira Infância. A frente tem como objetivo principal o aperfeiçoamento da legislação sobre a primeira infância no Brasil.

“No Congresso Nacional estamos em um processo de aprofundar o conhecimento nesta área do desenvolvimento humano, que é tão importante. Estamos extremamente interessados no andamento das negociações e das articulações que envolvem os órgãos de governo para o desenvolvimento de políticas públicas que sejam mais abrangentes e que possam causar um grande impacto no desenvolvimento das nossas crianças e da sociedade futura”, disse.

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