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Brasília,

A Secretaria de Assuntos Estratégicos –SAE, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racional e a Fundação Getúlio Vargas está produzindo o primeiro banco de dados nacional sobre a população negra no Brasil.

No dia 21 de março, em São Paulo, em cerimônia da qual participou o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, foi lançado o “Observatório da População Negra”, onde estará o banco de dados, com informações sobre o mercado de trabalho para a população negra, distribuição de renda, demografia, acesso à informação, habitação, estrutura familiar e educação, entre outras.

No Brasil, 51% da população são formados por negros. No entanto, as informações levantados para o banco de dados mostram que, apesar dos avanços, ainda existe uma grande desigualdade no país. Exemplo disso é que os negros representam apenas 20% dos brasileiros que ganham mais de dez salários mínimos. A população negra também representa apenas 20% dos brasileiros que chegam a fazer pós-graduação no país.

De acordo com o quadro está sendo montado, com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar), 13% dos negros com idade a partir de 15 anos ainda são analfabetos. Somando todas as raças, o total de pessoas que não sabem ler nem escrever no País chega a 10% da população. O maior percentual de analfabetismo entre a população negra está registrado no Nordeste, 21%. Depois vêm o Norte e o Sul, abaixo da média, cada um com 10%, seguidos da região Centro Oeste, 9% e do Sudeste, com 8%.

Segundo os estudos coordenados pela subsecretaria de Ações Estratégicas da SAE, a maior concentração de negros analfabetos por faixa etária está registrada a partir de 65 anos: 45% desse grupo em todo o País. No Nordeste esse percentual se agrava e 57% da população negra com idade a partir de 65 não sabem ler nem escrever. Nas outras regiões as taxas são menores do que a registrada no Nordeste. No Centro-Oeste, 43% da população negra com idade a partir de 65 anos são analfabetos. No Norte, 42%, no Sul, 39% e no Sudeste 33%.

Considerando todos os segmentos raciais, no total do País, 31% das pessoas com 65 anos ou mais são analfabetos, incluídos aí os que se declaram negros. A maior concentração está no Nordeste, onde 51% das pessoas nessa faixa etária não sabem ler nem escrever.

Entre os mais jovens, com idade que vai de 15 a 29 anos, as taxas de analfabetismo na população negra caem consideravelmente. Fica em 6% no Nordeste, 2% no Norte, no Centro Oeste e na Região Sul e 1% no Sudeste. Na soma do país, 3% dos negros com idade de 15 a 29 anos não sabem ler nem escrever. Na faixa de 30 a 64 anos o percentual sobe para 15%.

Estes são apenas alguns dos dados do quadro que está sendo montado. Brevemente, todas as informações que compõem o Banco de Dados estarão disponíveis para consulta, não só no “Observatório da População Negra”, como no site da SAE.

O 2º Caderno Vozes da Classe Média trata da importância da queda da desigualdade de renda no Brasil e da questão da heterogeneidade e igualdade racial na classe média.

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10 Comentários para “Banco de dados mostra situação da população negra do Brasil”

  1. A África é um continente que ao longo de sua história foi diversas vezes invadido, sua população escravizada, marcada por lutas e ocupações. Atualmente temos um resgate a fazer na cultura, Hoje sabemos que há quase dois milhões de anos, o Homo erectus, hominídeo autor de importantes avanços na manufatura de implementos como o machado, saiu da África em ondas migratórias rumo à Ásia e à Europa, assim iniciando o povoamento do mundo. Sendo o contente designado de Mama África, mãe dos demais continentes.

  2. milena disse:

    muito bom era o que eu precisava,procurei em vários outros sites e ñ achei :)

  3. milena disse:

    :- espero que esse site nao seja um daqueles que se desatualizem,pois vou mostrar esse site para a proffessora :) saudades fabi :a

  4. SAEPR disse:

    Olá Milena,
    O Observatório da População Negra é uma iniciativa conjunta da Faculdade Zumbi dos Palmares e duas Secretarias da Presidência da República, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e a Secretaria Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). É possível que você encontre mais informações no site da SEPPIR (http://www.seppir.gov.br) e do site específico do banco de dados sobre a população negra (http://www.observatoriodonegro.org.br).

    Ficamos à disposição.

    Att.

  5. Sérgio Luz e Souza disse:

    Apôx, estou pensando… essa bomba está no facebook ou o facebook está numa página governamental. Em qualquer um dos casos, fico bem cabreiro de acreditar quando olho nesses ícones ao lado (twiter e outros mais). Democratização ou assimilação pelo privado do que é público?

  6. Sérgio Luz e Souza disse:

    Outro comentário. De acorde com esta página “negros representam apenas 20% dos brasileiros que ganham (…)”. Eu não sei os que os negros pensam, mas acredito que nenhum deles ganha coisa alguma. Eles trabalham e RECEBEM, bem pouquinho como se vê, mas recebem.

  7. sergilson rodrigues disse:

    falta uma política voltada para o negro porque os governantes que aí estão tem pensamentos herdados do colonialismo de que o negro não presta,é burro é que não serve pra ficar no meio da sociedade duvida, vem aqui em codó-MA ver a situação dos quilombos. muitas das vezes o preconceito parte do próprio negro pois se somos maioria nesse país,porque não temos uma grande ou a maior bancada de políticos negros já que somos a maioria. vc q é negro já pensou nisso?

  8. Marcio disse:

    De acordo com o IBGE de 2010, verificou-se que 7,6% da população brasileira se declara negra, enquanto 44,2% se declaram como “pardos”16 (como os mulatos, caboclos e cafuzos – pessoas com ancestralidade mesclada entre africanos, europeus e indígenas, exceto os caboclos, cuja identidade não está ligada a ancestralidade africana). Devido ao alto grau de miscigenação da população brasileira, há pouca precisão em identificar quem realmente pode ser chamado de “negro”, prevalecendo o critério da autodeclaração. Para fins políticos do Movimento Negro, entretanto, consideram-se “negros” todos aqueles que têm alguma ancestralidade africana, mesmo que sejam, também, descendentes de europeus ou de índios.
    Dados: http://pt.wikipedia.org/wiki/Negros

  9. mariane disse:

    eu gostei mt deste site, me ajudou mt na minhas pesquisa #SQN

  10. SAEPR disse:

    Olá, Mariane! Posso ajudar na sua pesquisa?

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