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Brasília,

Rio -  O mercado nacional da cultura, que até meados da década passada movimentava algo perto de R$ 30 bilhões por ano, pode mobilizar ainda mais recursos. Com a inserção de famílias na nova classe média brasileira, os centros de produção cultural do País despertam para esse filão de consumo com a produção cada vez maior de peças teatrais, filmes, DVDs, CDs, além do oferecimento de serviços de acesso aos canais de TV fechados, até então restrito a poucos lares brasileiros.

No ano passado, a classe C continuou a crescer e atingiu 54% do total da população, um percentual muito maior que os 35% que este segmento representava em 2005. As TVs abertas, que se tornaram talvez o principal canal de divulgação cultural no país, priorizam cada vez mais conteúdos que vão ao encontro desse novo segmento social. As produções de telenovelas ocorridas nos últimos meses, por exemplo, sinalizam esta mudança. As empresas passaram a ocupar o espaço de publicidade desses programas com itens claramente destinados para a nova classe média, de produtos de beleza aos móveis e eletrodomésticos.

Neste contexto, o Rio de Janeiro se insere como referência econômica do setor cultural. A cidade sedia os núcleos de teledramaturgia das principais emissoras e, ao mesmo tempo, oferece excelentes teatros, bons cinemas, museus, apresentações musicais, festivais literários e outras atrações que a tornam um centro de produção e de consumo com importância fundamental na geração de empregos, renda e fomento às atividades de turismo.

É por isso que o Estado precisa manter o importante papel indutor de produções culturais. As políticas de incentivo certamente serão impulsionadas por esse processo de inclusão social e ascensão da nova classe média. E uma vez que elas estimulem a produção de novos bens e serviços capazes de atender a uma demanda crescente, o Rio continuará sendo responsável por uma parte expressiva daquilo que melhor se produz de cultura no Brasil.

Moreira Franco é ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE)

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Um comentário para “Moreira Franco::Riqueza da cultura (O Dia, em 10.04.2012)”

  1. Ribbon disse:

    O acesso a cultura é um direito do cidadão e um dever do Estado. Todavia, no sentido amplo, nós somos componentes do Estado e também devemos contribuir pelo seu crescimento. Parabéns pelo Artigo Sr. Ministro. O Brasil cresce com o presente pensamento e contribuição.

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