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Brasília,

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, e o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, apresentaram nesta terça (29), em São Paulo, durante a reunião com a comissão de especialistas para avaliação dos critérios de identificação da nova classe média brasileira, a base conceitual e a metodologia utilizadas para a definição desse grupo de pessoas.

Para traçar o perfil, a comissão considerou necessária a escolha de critérios em função do objetivo principal, que é o de formulação de políticas públicas. Nesse sentido, a vulnerabilidade socioeconômica e a renda da população foram consideradas o critério base a ser utilizado.

O recorte da classe média brasileira foi feito a partir do grau de vulnerabilidade, ou seja, a probabilidade de retorno à condição de pobreza, definido como o percentual de pessoas que vivem em locais cuja renda per capita caiu abaixo da linha de pobreza em algum momento em cinco anos, associado a renda da população.

A comissão definiu pontos de corte superior e inferior em relação aos rendimentos da classe média como forma de delimitar o início e o fim desse segmento populacional. Dessa forma, ficou estipulado que fazem parte da classe média brasileira, as pessoas com rendimento per capita entre R$ 300 e R$ 1.000, em média, o que corresponde a 54% da população brasileira.

A SAE considera importante estabelecer uma definição conceitualmente sólida, prática e de fácil compreensão sobre classe média para a elaboração de políticas públicas mais direcionadas às reais necessidades e desejos dessa faixa da população. Para isso, julga importante identificar quem são os membros dessa nova classe,e avaliar seu tamanho e heterogeneidade.

O ministro Moreira Franco anunciou ainda a criação de um instrumento interno de pesquisa chamado Vozes da Classe Média, que dará prosseguimento e mais profundidade aos estudos sobre a classe média brasileira. Trata-se de um levantamento sobre as aspirações e o comportamento das pessoas que fazem parte desse grupo. Por meio de pesquisas periódicas, espera-se ter um diagnóstico sobre o que a classe média pensa a respeito de temas como política, economia, educação, meio ambiente e religião, entre outros.

Baixe aqui o arquivo da apresentação

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12 Comentários para “Renda e vulnerabilidade socioeconômica são os principais critérios para definir classe média”

  1. SAEPR disse:

    Prezado Thiago,
    Muito obrigado por sua mensagem!
    Conforme pode ser visto no documento “Perguntas e respostas sobre a definição de Classe Média” (http://www.sae.gov.br/site/?p=12100), os baixos valores relativos a cada classe são decorrentes da distribuição de renda brasileira: caso uma família de 4 pessoas ganhe R$ 1.760,00 por mês, ou R$ 440,00 per capita, valor abaixo portanto do salário mínimo corrente, ela já se encontra entre os 50% dos brasileiros com maior renda familiar per capita do país. Portanto, apesar das faixas de renda divulgadas pela SAE parecerem muito baixas, elas apenas refletem a distribuição de renda no Brasil, uma vez que os conceitos de baixo, médio e alto são conceitos relativos à essa distribuição. Caso aplicássemos o critério utilizado pela SAE para os dados da Europa ou Estados Unidos, certamente as faixas resultantes seriam mais altas, da mesma forma que a renda mediana na Europa e nos Estados Unidos são superiores a do Brasil.
    Cabe destacar, ainda, que o critério adotado pela SAE para a definição da classe média no Brasil se baseia na renda da população brasileira utilizando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD do IBGE, que exclui benefícios do tipo 13º salário, férias e outros rendimentos diversos. Caso se utilize outras bases de dados, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, as faixas de renda estimadas são cerca de 60% maiores dos que as por ora apresentadas.
    O critério sugerido pela SAE para classificação da classe média foi o de grau de vulnerabilidade, desenvolvido originalmente pelo Banco Mundial, e adaptado às bases de dados disponíveis no Brasil. O grau de vulnerabilidade foi definido como sendo a probabilidade de retorno (ou permanência, se a pessoa já era pobre) à condição de pobreza em algum momento dos próximos 5 anos. Esta probabilidade foi obtida a partir da observação empírica dos movimentos de ascensão e queda de renda da população brasileira nos últimos anos.
    Quanto a dúvida sobre o poder aquisitivo desta classe, estudos recentes revelam que a classe média brasileira (que inclui a nova classe média) é responsável por mais de 45% do total do consumo no Brasil. Portanto, a renda da classe média possui um poder aquisitivo maior do que pode parecer à primeira vista.
    Caso possua mais dúvidas para as quais não encontre resposta em nosso site, não hesite em nos procurar.

  2. SAEPR disse:

    Prezado Claudionor,
    O critério adotado pela SAE para a definição da classe média no Brasil se baseia na renda da população brasileira utilizando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD do IBGE. Consequentemente, a moeda utilizada é o Real. Contudo, mesmo que convertêssemos todos os dados de renda para dólares, as proporções da população de cada faixa de renda seriam as mesmas. Cabe destacar que o critério adotado pela SAE não é universal. Conforme pode ser visto no documento “Perguntas e respostas sobre a definição de Classe Média” (http://www.sae.gov.br/site/?p=12100), caso aplicássemos o critério adotado pela SAE para definição da classe média somente para o Estado de São Paulo, encontraríamos uma classe média que se situaria entre R$430 (48% maior que a calculada para o Brasil como um todo) e R$1.415 familiar per capita (39% maior que a calculada para o Brasil como um todo). Caso aplicássemos o critério na Europa ou Estados Unidos, certamente as faixas resultantes seriam mais altas, da mesma forma que a renda mediana na Europa e nos Estados Unidos são superiores a do Brasil.
    Cabe destacar, ainda, que o critério adotado pela SAE para a definição da classe média no Brasil se baseia na renda da população brasileira utilizando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD do IBGE, que exclui benefícios do tipo 13º salário, férias e outros rendimentos diversos. Caso se utilize outras bases de dados, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, as faixas de renda estimadas são cerca de 60% maiores dos que as por ora apresentadas.
    Caso possua outras dúvidas para as quais não encontre resposta em nosso site, não hesite em nos procurar.

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