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Brasília,

Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos, 104 milhões de pessoas estão nessa categoria. Estudo visa traçar políticas para atender as necessidades da camada emergente

» Mariana Mainenti

Se a classe média brasileira fosse um país, seria o décimo-segundo maior. De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada à Presidência da República, 53% da população — um contingente de 104 milhões de pessoas — estão nesse nível sócioeconômico. Dez anos atrás, somente 38% encontravam-se no mesmo patamar. A maior parte desse crescimento foi decorrente da ascensão de 29 milhões de pobres; outros 8 milhões engrossaram as estatisticas devido à expansão natural da população do país.

As informações fazem parte da primeira etapa da pesquisa Vozes da Classe Média, que está sendo realizada pela SAE, com o intuito de produzir conteúdo para que o governo consiga reformular suas políticas, de forma a atender às necessidades desse público emergente. Pelos critérios da Secretaria, são de classe média famílias que vivem com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês. Abaixo de R$ 291, encontra-se a classe baixa e acima de R$ 1.019, a alta.

O documento, o primeiro de uma série que será publicada trimestralmente pela SAE, apresenta dados que surpreenderam o próprio governo. A diferença entre o percentual de brasileiros em cada camada da população que possuem casa própria não é grande: corresponde a 72% da classe baixa, a 75% da média e a 80% da alta. “Se a maioria das pessoas em todas as classes já possui uma casa, faz mais sentido que se aumente a oferta de crédito para reforma do que para aquisição do primeiro imóvel. Também se torna mais importante investir em saneamento e energia”, avaliou a diretora da SAE Diana Grosner.

Serviços
Outro aspecto que surpreendeu os técnicos é que a classe média, que vem investindo em educação — especialmente, priorizando os cursos de nível superior —, não considera que a elevação do nível de escolaridade vá produzir uma melhora de renda. “Isso pode significar que as pessoas consideram mais importante ter uma rede de relacionamentos do que uma formação, como alguém que desiste de fazer medicina porque não está numa família de médicos”, afirmou Grosner.

Segundo a diretora, os dados indicam que essa parcela da população irá precisar de novos serviços num futuro próximo. “Os produtos financeiros serão mais demandados. Não é à toa que o Tesouro já está vendendo títulos públicos a R$ 30 e as seguradoras estão desenhando apólices para esse público”, disse Grosner.

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Um comentário para “Classe média chega a 53% da população (Correio Braziliense, em 19.09.2012)”

  1. fernando s. disse:

    Triste saber que com menos de 300 reais por pessoa já somos classe média!!!

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