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Brasília,

As contribuições da tecnologia espacial para as soluções de problemas socioambientais foram um dos temas debatidos hoje (8/11), no XII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), no Rio de Janeiro. A importância do monitoramento de áreas de risco para reduzir o número de vítimas e os prejuízos causados pelos desastres naturais foram os destaques da discussão.

“A visão dos cenários de risco é muito importante. Não adianta apenas fazer um mapeamento da área. Os lugares onde os desastres podem acontecer são diferentes. Por isso, temos que caracterizar as áreas de risco em cada região”, disse Agostinho Tadashi Ogura, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), órgão criado há um ano, vinculado ao Ministério da Integração Nacional.

Ele defendeu o monitoramento de cenários de riscos por meio da implantação de sistemas de análise dinâmica e emissão de alerta de risco de deslizamentos. “Para fazer um trabalho operacional dinâmico e contínuo é preciso ter dados remotos em tempo real, uma pluviometria bem localizada, que traga informações representativas referentes à determinada área. Precisamos continuamente de dados de radares que serão tratados e cruzados com dados sobre chuvas, áreas de vulnerabilidade e cenário de riscos, para assim, deflagrar automaticamente a emissão de alerta de risco. Não fazemos isso hoje no País”.

O monitoramento dos riscos de desastres também irá favorecer o setor agrícola brasileiro, que sofre perdas significativas de investimentos ocasionadas pelas alterações climáticas, disse o coordenador geral do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Osvaldo Luiz Leal de Moraes. O tema também foi tratado pelo pesquisador da Embrapa da área de monitoramento por satélite, Evaristo Eduardo de Miranda.




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