O Governo quer acesso rápido e barato à banda larga, que seja ao mesmo tempo seguro e acessível para todos os cidadãos e instituições no Brasil, disse hoje o coordenador dos programas de inclusão digital do Governo Federal, César Alvarez, durante seminário promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
Alvarez delineou, durante o Seminário Banda Larga 2009, promovido pela SAE, os princípios que orientam o Plano Nacional de Banda Larga elaborado nas últimas semanas e que será apresentado ao presidente da República na próxima terça-feira, 24.
Para ampliar o acesso à banda larga, será necessário “articular e harmonizar o conjunto de instrumentos legais, políticos, normativos e federativos à nossa disposição para, em conjunto com as iniciativas das empresas da área, construir este sistema da melhor forma e no menor prazo possível”, acrescentou Alvarez.
O Plano Nacional de Banda Larga partiu da constatação de que banda larga no Brasil ainda é para poucos, concentrada, lenta e cara. Dos 5,3% da população que têm acesso ao serviço, 40% estão no estado de São Paulo. Somando os estados do sul e sudeste, o número sobe para 80%.
“O objetivo maior do Plano é massificar o serviço de banda larga para cidadãos e empresas, governos e entidades da sociedade civil, independentemente da localização geográfica, com qualidade satisfatória e preço acessível, de forma a estimular o desenvolvimento socioeconômico, ampliar as oportunidades e promover a inclusão de cidadãos, hoje à margem das tecnologias”, afirmou Alvarez.
Ele salientou ainda que a discussão sobre a utilização das fibras óticas que o país possui está em aberto. Mas deixou clara a posição governamental de não descartar o uso dessa infraestrutura constituída por mais de 21 mil quilômetros de redes de fibra ótica de altíssima qualidade, disponíveis no sistema de distribuição de energia e no sistema Petrobras.
“Não é possível que ainda se mantenha uma visão anacrônica e ideologicamente preconceituosa de que o Governo não possa fazer uso de seus ativos em fibras óticas”, disse. Sobre políticas tributárias para o setor, Alvarez afirmou que o Governo está disposto a discutir a questão, desde que esta não seja tratada como o único problema que torna a banda larga brasileira cara, lenta, concentrada e para poucos.









[...] quer #bandalarga rápida, segura e barata http://www.sae.gov.br/site/?p=2017#BandaLarga é essencial para qualidade da atividade econômica [...]
Antes tarde do que nunca, está certo que brasileiro é acomodado, mas já era hora de alguém acordar…
Moro na região metropolitana de BH, numa cidade de mais de 400 mil habitantes, e internet banda larga, so no centro da cidade, e já são mais de 5 anos procurando algo….Como podemos querer caminhar para melhoria??
Queremos um plano concreto e firme por parte do governo que torne a Banda larga um serviço essencial a população brasileira como o sus por exemplo. Se as teles não quiserem colaborar que fiquem de fora.
O país não pode mais depender ou ficar refem de empresas que não querem investir ou massificar o serviço porque sabem que banda larga inclue voz e video e isso significará no futuro um fim ou quase fim da comunicação por voz via telefone que é seu negócio atualmente.
Queremos sim que a rede de fibras ópticas da eletronorte, petrobras, e chesf seja aproveitadas e os pequenos provedores possam finalmente explorar a ultima milha e criar maior concorrencia e baratear o acesso a banda larga que tem preços altissímos e vergonhosos no Brasil.