“Celso Furtado teve um papel de relevância extraordinária na retomada do interesse da história econômica do Brasil” ressaltou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, durante a mesa redonda realizada pelo Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em comemoração aos 50 anos da publicação do livro do Celso Furtado: Formação Econômica do Brasil.
O ministro lembrou a resistência de alguns setores da sociedade brasileira à ideia de desenvolvimento, especialmente quando se pretendia instalar uma indústria siderúrgica no País.
A Edição Comemorativa de 50 anos de Formação Econômica do Brasil, publicada pela Companhia das Letras, foi lançada na sexta-feira, na sede do Ipea. As edições anteriores já venderam cerca de 350 mil exemplares.
Além do ministro, participaram do evento Rosa Freire d´Aguiar Furtado, viúva de Celso Furtado, os professores Marcos Formiga, do CNI/SENAI-DN e UNB, Ricardo Bielschowsky, integrante da Comissão Econômica para América Latina – CEPAL e João Sicsú, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, que atuou como mediador.
Rosa Furtado contou curiosidades sobre a produção do livro. Ela revelou que o primeiro ensaio foi escrito a mão, por Celso Furtado, enquanto ele estudava em Cambrige, Inglaterra. No envio ao Brasil o texto foi extraviado, restando apenas a fotocópia. Só na segunda tentativa o manuscrito chegou ao Rio de Janeiro, onde foi publicado.
A característica mais marcante da obra, segundo Marcos Formiga, é o fato dele não se apoiar em idéias conservadoras e já aceitas, como o mito da influência dos trópicos e da mistura de raças no desenvolvimento de um país. Ele define Celso Furtado como o fundador intelectual da economia brasileira.
Na ocasião foi lançado também o livro Cinquenta Anos de Formação Econômica do Brasil – Ensaios sobre a Obra Clássica de Celso Furtado e Diálogos para o Desenvolvimento – Volume 1 (Ipea).








Ler Celso Furtado (Formação Econômica do Brasil e Mito do Desenvolvimento Econômico) foi fundamental para que eu compreendesse o Brasil. Sua obra deveria constar como referência bibliográfica de todos os cursos universitários. Assim como “Quinhentos Anos de Periferia”, do Sr. Ministro Samuel Pinheiro Guimarães.
Ana Maria Corrêa
Rio de Janeiro/RJ