Brasília, qui, 25-02-2010

A conquista de um lugar de destaque do Brasil nas relações internacionais durante o atual governo foi o tema abordado nesta quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante o ciclo de palestras organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

O chanceler relacionou a visita nesta semana a Cancun, no México, em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da reunião de Cúpula dos países da América Latina e do Caribe, com outro encontro, realizado, em 2003, quando, em reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), foi criado o G20 por iniciativa do Brasil.

Amorim (na foto, à esquerda do subchefe-executivo da SAE, Luiz Alfredo Salomão) disse que a emergência do G20 no âmbito das negociações das regras do comércio internacional significou um grande avanço porque deu voz aos países em desenvolvimento. “Aquela foi a reunião em que o mundo viu que o Brasil era capaz de dizer não. E não de uma maneira obstrucionista e irracional, mas qualificada”.

Para o ministro, a criação do G20 foi um momento estruturante para a política externa brasileira, fiel ao princípio de atuar na cena internacional de forma “ativa e altiva”.

O ministro das Relações Exteriores destacou também a importância da última reunião em Cancun que formalizou um novo mecanismo político entre os países da região. “Como o presidente Lula frisou, nunca, em 200 anos de história, a América Latina e o Caribe haviam se reunido sem uma tutela externa”, disse.

O trabalho político para a criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) foi também mencionado na palestra do ministro. “Muitos dos órgãos, fóruns e entidades que se vê hoje foram, literalmente, invenções da política externa brasileira”. Amorim citou o esforço político-diplomático do governo Lula para concretizar as bases da integração sul-americana, o que resultou na ampliação do comércio entre esses países.

Outro exemplo foi a Cúpula do Ibas, uma cooperação entre Índia, Brasil e África do Sul, nas áreas de defesa, energia, cultura, entre outras; e a Cúpula América do Sul-Países Árabes.

O ciclo de palestras de ministros de Estado organizado pelo ministro chefe da SAE, Samuel Pinheiro Guimarães, procura municiar técnicos e gestores na elaboração do Plano Brasil 2022 e conta com a participação dos funcionários da SAE, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG).

Anteriormente, os ministros do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e da Cultura, Juca Ferreira, apresentaram um panorama de suas respectivas atividades.

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