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Brasília,

Promover a capacitação de policiais, planejar ações fazendo uso de informações de inteligência são essenciais para combater a criminalidade disse hoje o Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ao defender uma reforma do sistema de segurança pública no Brasil.

Para ter uma política mais efetiva para o setor, Barreto disse que é preciso ter “uma polícia do século 21, que seja mais capacitada, melhor remunerada e que consiga responder ao crime na proporção tecnológica que o crime hoje impõe à sociedade”.

As diferenças na qualificação profissional entre os policiais das grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também foram citadas por Barreto.  “Percebemos no Brasil que os policiais de Brasília, São Paulo e do Rio de Janeiro recebiam uma qualificação profissional e o mesmo não acontecia com outros estados. Nosso primeiro desafio foi tentar levar aos policiais de outros estados novas tecnologias para capacitá-los”.

Em relação aos investimentos em segurança pública nos estados, o ministro afirmou que o Ministério vem agindo por meio de um mecanismo de indução mediante a formulação e apresentação de política públicas voltadas para cada região. “Damos dinheiro aos estados, mas dentro de um mecanismo indutor de uma política de segurança pública”, explicou.

Segundo o Barreto, as demandas estaduais geralmente são voltadas para armamento, carros e coletes à prova de bala, o que precisa ser mudado. “Essa é uma forma antiga de combater o crime. Armas, carros e coletes não resolvem o problema. A polícia precisa trabalhar com inteligência, estratégia, conhecimento da área e com um projeto de prevenção da criminalidade”, ressaltou.

A falta de capacitação e de meios para combater o crime levou às policias a uma situação preocupante.  Segundo o ministro, “de cada dez homicídios, nove ficam impunes. Esse é um quadro grave. Isso acontece porque muitas vezes temos uma Polícia Civil muito voltada para guardar presos na superlotação ou uma polícia despreparada para fazer uma investigação criminal. Precisamos de planejamento para evitar as emergências que nos assolam”, disse.

Sobre a reforma do sistema, o ministro disse que foi elaborada uma estratégia nacional de justiça e segurança pública junto ao Poder Judiciário, que conta com investimentos de R$ 500 milhões para este ano, na construção de centros de detenção provisória com o objetivo de esvaziar as cadeias públicas.

“A ideia é tirar essas pessoas das cadeias lotadas e colocá-las em um centro de detenção provisória enquanto aguardam o julgamento. Com esse investimento vamos zerar a superlotação em 21 estados brasileiros a partir de 2011”.

O ministro disse ainda que é necessário haver uma série de projetos interligados a essas políticas públicas de segurança ao se referir ao policiamento nas fronteiras do país. De acordo com Barreto, o Ministério está trabalhando com o policiamento especializado de fronteiras, redirecionando a Polícia Federal para essas áreas com o intuito de coibir o crime organizado.

“Não adianta apontar a responsabilidade para nenhum país. A maneira madura de lidar com o problema da droga que entra no país é chamar os países da área de fronteira para uma parceria no combate ao narcotráfico. Precisamos chamar o Paraguai, a Bolívia, o Peru e a Colômbia para um diálogo de cooperação”, propôs Barreto.

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