Um dos maiores problemas da Amazônia hoje é a quantidade de áreas degradadas e o alto custo para torná-las produtivas novamente. O valor da terra é muito baixo na região, o que estimula a expansão da fronteira de exploração, graças ao elevado custo da recuperação das áreas degradadas ocupadas.
A situação se agrava com o atual modelo de reforma agrária da região amazônica. Os lotes são extensos e se localizam em áreas isoladas e sem infraestrutura, o que reduz a capacidade de assentamento e favorece apenas as iniciativas de agricultura familiar extensiva, contribuindo para a permanência de um modelo de pobreza e exclusão social.
A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) propõe, então, iniciativa que amplia os horizontes da reforma agrária e reduz o avanço da fronteira agrícola sobre a floresta com custo orçamentário mínimo e baixa interferência do Estado.
A proposta é recuperar as áreas degradadas na Amazônia e utilizá-las para a experimentação de um modelo alternativo de reforma agrária. Esse novo modelo seria caracterizado pela pequena dimensão dos lotes, com acesso à energia, transporte, água encanada e serviços urbanos, voltados aos trabalhadores sem-terra que querem estar nas áreas rurais, mas também dependem da proximidade das cidades.
Como os custos de recuperação de áreas degradadas são elevados e existe pouca disponibilidade para subsídios, propõe-se utilizar a demanda por alternativas de compensação ambiental do agronegócio como fonte de financiamento.
A ideia é que produtores rurais das áreas mais ricas e dinâmicas, que normalmente possuem necessidades urgentes de regularização ambiental em suas terras, pudessem pagar pela recuperação das áreas degradadas destinadas à reforma agrária como forma de compensar seus passivos ambientais.







