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Brasília,

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE), promove até o fim de setembro reuniões e oficinas sobre desenvolvimento sustentável, no intuito de formular uma proposta que contribua com o posicionamento do governo brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012 (a Rio + 20). Serão abordadas questões prioritárias, como o problema da energia, da fome, das desigualdades sociais e as consequências das mudanças climáticas, no caminho para um plano de economia de baixo carbono, com inclusão social e trabalho decente. Nesse sentido, o CDES conclama a sociedade a participar desse processo, contribuindo com propostas, reflexões, sugestões e opiniões sobre o tema.

Desenvolvimento Sustentável

Um grande conjunto de instituições e fóruns da sociedade civil, entre eles o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), vem acompanhando a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, entendendo a relevância do tema e o potencial de liderança brasileira em um esforço mundial no sentido da sustentabilidade. A iniciativa de articular esforços está sendo encaminhada, tendo o CDES como ponto de convergência, com o objetivo produzir uma proposta comum, contribuindo para o alcance e resultados da Rio +20.

Entre os aspectos mais destacados, o mapa do caminho para o desenvolvimento sustentável passa pela superação da pobreza; pela garantia de proteção social; pelo combate às desigualdades; pelo direito ao trabalho decente; e pelo acesso à educação e democratização do conhecimento.

Também é essencial a preservação das florestas e da biodiversidade, das águas e outros bens naturais; além de mudanças nos padrões de produção e consumo; incorporação crescente de energias renováveis na matriz energética; e avanços no modo de vida nas cidades e no campo, envolvendo construções sustentáveis, mobilidade e uso do solo urbano e rural que privilegiem o uso racional dos recursos e a qualidade de vida das pessoas.

A dinâmica econômica deve responder a esses desafios. E, em um círculo virtuoso, o combate à pobreza, o acesso às políticas públicas, os investimentos na matriz energética, na indústria e na agricultura de baixa emissão de carbono, entre outros, são fatores que dinamizam a economia de forma sustentável, posto que têm base no trabalho, no emprego e na produção.

A ciência, a tecnologia e a inovação, necessárias em todos os campos, e o diálogo e a democracia em todos os níveis nacionais e na arquitetura de governança internacional são constitutivos do desenvolvimento sustentável e fundamentais para sua construção.

A Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992 – a Rio 92 – representou uma conquista política do conceito de desenvolvimento sustentável. Nessa ocasião, foi consolidado o entendimento de que o tratamento das questões ambientais não poderia avançar sem que, conjuntamente, fossem considerados os aspectos sociais e econômicos envolvidos na promoção da sustentabilidade. Esse consenso internacional foi traduzido na Agenda 21 e na Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, e resultou também na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica e na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.

A realização de outra Conferência novamente no Rio de Janeiro foi proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, no discurso de abertura da 62ª Assembleia Geral da ONU. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 – abre oportunidade de renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável, e valorizar as conquistas e avaliar os gargalos e desafios a serem vencidos.

Interessa entender as iniciativas nacionais em curso; motivar o conjunto dos países para que se planejem no sentido do desenvolvimento sustentável; e constituir os instrumentos e as instâncias de governança capazes de coordenar e viabilizar ações.

Para contribuir com a construção da proposta que está sendo elaborada pelo CDES para a Rio +20, responda, opine e comente os temas propostos a seguir:

1)    Considerando a Rio 92 como ponto de partida o que você destaca:

  • Como principais passos que foram dados para aproximar o mundo do desenvolvimento sustentável.
  • Como principais obstáculos/gargalos que dificultam ou que fazem com que o mundo se distancie da sustentabilidade econômica, social e ambiental.

2)    Considerando os principais avanços e os principais gargalos, o que você destaca como mobilizador e transformador em termos de estratégias, que devem ser pactuadas na Rio+20 conformando um mapa do caminho do desenvolvimento sustentável?

3)    Priorizadas as estratégias:

  • O que representa desafio e o que representa oportunidade para sua implementação?
  • Quais são os principais atores envolvidos?

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13 Comentários para “Desenvolvimento sustentável: construção de uma proposta para a Rio+20”

  1. Paulo Gabeto disse:

    Boa tarde.

    Penso ser de grande importância a inclusão da variável ambiental em toda e qualquer política de governo.

    Pois, a questão ambiental deve ser tratada de forma estruturante ou seja incluída em qualquer politica de governo.

    Abraço e sucesso a todos os participantes.

  2. 1) Um dos principais passos foi a conscientização de uma pequena parte da população mundial, mas principalmente a informação para quase todas as pessoas dos malefícios causados pelo descaso com o meio ambiente. O maior passo foi o de Informar que é RUIM SER MAU com o meio ambiente.

    O maior obstáculo para o desenvolvimento sustentável é a falta de informação de como fazer de forma Sustentável. Muitas pessoas até sabem que prejudicar o meio ambiente é ruim para todo mundo, inclusive para à pessoa que esta causando o problema ambiental. Porém, ela não sabe como fazer de outro modo. Imaginem o Simples Produtor Rural, que mora em uma fazenda desde que nasceu: Este produtor queima o pasto (sua fazenda), pois acha que assim é mais fácil e melhor; ele simplesmente NÃO SABE COMO FAZER DE OUTRO MODO! Então o maior GARGALO é a falta de informação da sociedade e o segundo maior gargalo é a falta de tecnologias práticas e acessíveis que ajudem o simples homem do campo a ser mais sustentável de uma maneira didática.
    É necessário que o ESTADO ORIENTE as pessoas como serem sustentáveis e terem uma vida melhor. Pegando o caso do produtor rural, imaginando que ele é pecuarista (cria gado): Em 99% dos casos os micro e pequenos agricultores usam um tipo de engorda chamada extensiva, que é soltar o boi no pasto e seja o que deus quiser; e colocam geralmente 1 Cabeça de Gado por Hectare. Se utilizassem o método de PASTO ROTATIVO, poderiam ter 10 cabeças por hectare e cuidar melhor de todas elas e do pasto que ficou descansando. Etc…Assim este produtor poderia ter uma produção mais homogênea, bem cuidada, degradando muito menos o meio ambiente e no final ganharia mais dinheiro e seria ecologicamente correto. Daí Surge a Pergunta: E POR QUÊ ELES NÃO FAZEM ISSO? Porque simplesmente não sabem como fazer, precisaria de fato de alguém auxiliando ou poderia haver algum tipo de tecnologia que os auxiliasse.

    2) Creio que deve ser pactuado primeiro a troca de informações e conhecimento entre as nações a fim de permitir a disseminação do conhecimento através do Estado, que levaria até as pessoas as informações necessárias para serem mais sustentáveis, com a disponibilização de informação simples e didática e o incentivo através de concessão de crédito bancário, para quem se tornar sustentável. Se for para as pessoas GANHAREM MAIS, elas serão mais sustentáveis é só disponibilizar a informação e dar um incentivo de crédito mais barato que as linhas tradicionais, que haverá naturalmente um desenvolvimento para a produção sustentável, seja no campo, na indústria na obra, já há muitos estudos de como produzir, mais, melhor e por menor custo sendo sustentável, reciclando, racionalizando e estudando antes de executar. É só colocar em prática a teoria, porém antes de colocar uma teoria em prática a troca de informação irá CRIAR UMA NOVA METODOLOGIA ou descobrir qual é a melhor metodologia.
    Além disso é necessário maior apoio par ao desenvolvimento de Novas Tecnologias para serem aplicadas no desenvolvimento da Sustentabilidade, para tal o Governo deve incentivar a criação de equipamentos, maquinas, softwares, etc. Através e incentivos ao desenvolvimento de Projetos Limpos e que desenvolvam tecnologias que ajudarão o mundo a ficar mais limpo, mais sustentável. Sem tecnologia não conseguiremos criar um mundo mais sustentável à médio prazo.

    3) O maior desafio será mobilizar os Governos do Mundo a se unirem em prol da Informação para o desenvolvimento de um Mundo Melhor para todos. Mas se não for agora não haverá outro momento, pois já estamos degradando o mundo acima de sua capacidade, logo temos a OPORTUNIDADE de deixar um PLANETA, para perpetuarmos nossa espécie neste planeta e continuar tendo um Planeta PRECISAMOS NOS UNIR ´para desenvolver nosso FUTURO, partilhando nossas informações e desenvolvendo mais, com melhor qualidade em menor tempo. POIS, NÃO TEMOS MUITO TEMPO!

    Os atores envolvidos seriam todos os Países que tiverem condições de ensinarem um pouco para os outros, isso SIGNIFICA QUE TODO O MUNDO, deveria participar e se unir em Prol do desenvolvimento de TODOS! Um com mais outro com menos, mas todos em sintonia com o NOSSO DESENVOLVIMENTO O DESENVOLVIMENTO DA RAÇA HUMANA.

  3. mario cosmo corrêa disse:

    Sugiro para a Rio+20 : Criar um novo conceito de Desenvolvimento. O principal fator que determina o desenvolvimento de um país deveria ser a capacidade que este país teve e ainda tem de preservar o seu meio ambiente e a contribuição que o país teve para preservar este meio ambiente em todo o planeta. Portanto não deveria ser levado em conta somente o poderio econÔmico, o poderio industrial etc, o poder de preservar deveria ser o mais importante

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