Secertaria de assuntos estrategicos Portal da SAE Twitter da SAE Facebook da SAE Flickr da SAE canal da SAE no Youtube
Portal do Governo Brasileiro
imagem do fale com a SAE
Brasília,

Índice de Expectativas das Famílias, divulgado em SP no último dia 6, aponta retomada do otimismo após queda este ano

Recuperação das expectativas positivas em relação ao País. Esta é a principal conclusão da 13ª edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado na terça-feira, 6, em São Paulo, pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Marcio Pochmann.

“Completamos um ano de experiência do índice com objetivo de acompanhar a expectativa das famílias quanto à situação socioeconômica do País. Este tipo de instrumento, que existe desde os anos 1950 nos Estados Unidos, é importante para acompanhamento de resultados de políticas macroeconômicas”, explicou o presidente.

Apesar de o índice nunca ter saído da zona de otimismo (60 a 80 pontos), chegando em agosto a 65,2 pontos, houve uma queda a partir do início do ano, culminando no menor número em maio (62,9). Segundo Pochmann, essa queda é compreensível e esteve atrelada à política de corte de investimentos, aumento de juros e possibilidade de desaceleração da economia.

Consumo e endividamento
“Daí, por exemplo, é que as famílias se mostrem mais otimistas em relação à sua condição do que à do próprio país”, disse. A impressão se consolida quando avaliada a expectativa quanto ao consumo de bens duráveis. Agosto é segundo melhor mês do índice, com 56,8% dos respondentes considerando o atual momento bom para consumir (atrás apenas de fevereiro, com 58,2%).

Na outra ponta, a do endividamento, obteve-se o maior índice em toda a série de famílias sem nenhum tipo de dívida: 52,2%. Dos 47,8% que possuem dívidas, 20,4% dizem estar muito endividados; 37,2%, mais ou menos e; 44,2% estão pouco endividados. Das famílias endividadas, 37,9% afirmam não ter como saldar o débito; 46,6%, em parte e; 14,1% saldarão as dívidas totalmente.

“Podemos apenas especular, pois a pesquisa não tem objetivo de inferir as razões, mas a elevação dos juros e o corte de investimentos do governo parecem ter sido entendidos pelas famílias como momento para contenção de despesas”, afirmou Pochmann, acrescentando: “quanto à solvência, ainda há um processo de aprendizagem, visto que antes não existia crédito no país.”

O índice
Produzido pelo Ipea desde agosto do ano passado, O IEF revela a percepção das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do País para os próximos 12 meses e para os cinco anos seguintes. O IEF é uma pesquisa estatística por amostragem realizada em 3.810 domicílios, em mais de 200 municípios, abrangendo todas as unidades da federação. Utiliza-se o método de amostragem probabilística de modo a garantir uma margem de erro de 5%, com um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões. A pesquisa aborda os temas:

  • situação econômica nacional;
  • condição financeira passada e futura;
  • decisões de consumo;
  • endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas;
  • mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional.

Fonte: Ipea




Fechado para comentários.