O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) Moreira Franco acertou em Lisboa, Portugal, a criação do Fórum Brasil – União Europeia que vai discutir os impactos das mudanças políticas, econômicas e do setor de Segurança na relação entre o país e o bloco europeu. O Fórum vai reunir acadêmicos, jornalistas e personalidades políticas e fará sua primeira reunião em data a ser definida entre março e abril do ano que vem.
Moreira Franco, que participa em Portugal da V Reunião da Sociedade Civil Brasil – União Europeia, falou da criação do Fórum depois de participar de reunião com Carlos Gaspar, diretor do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa e Bernardino Gomes, presidente da Comissão Portuguesa do Atlântico.
“Vamos trazer pessoas que estejam refletindo a realidade, sobretudo na academia, para termos novas perspectivas e abordagens, que ultrapassem a visão dos governos”, explicou Moreira Franco, acrescentando que o Fórum vai buscar uma visão diversificada e, para isso, deverá reunir pensadores dos Estados Unidos, Brasil e Europa e estará aberto à participação de instituições de diferentes segmentos.
O ministro explicou que o tema do primeiro encontro será definido mais adiante, em função dos desdobramentos da crise financeira global que vem afetando os países da União Europeia. “A cúpula do G-20, que está reunida neste momento em Cannes, na França, vai provocar mudanças. A agenda da primeira reunião do Fórum vai ser definida, portanto, em um período mais próximo para que tenha atualidade”, explicou.
Nesta segunda-feira, o ministro está na cidade do Porto, para a V Reunião da Mesa-Redonda da Sociedade Civil Brasil-União Europeia. Amanhã, como secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) e co-presidente da Mesa-Redonda, Moreira Franco falará, na abertura do encontro, sobre, as ações que o Brasil vem desenvolvendo para o crescimento de uma economia verde no País e deverá propor ações conjuntas com a União Europeia, em áreas como a agricultura sustentável, o setor de saneamento, de financiamento e de energia limpa, entre outros.







